HISTÓRIAS DE PROFESSORES EM APUROS IV
A ONÇA COCOTA
E os desafios continuam. Houve um tempo que ser professor, dizem, não sei, em terras tupiniquins (agora terra do agronegócio), era honroso. Professora era apresentada com pompa e elogios. Contudo, agora vamos falar da Cocota.
A professora contou que, pelas bandas do Seridó, tinha uma onça muito especial, que de tão domesticada botaram o nome dela de Cocota.
Cocota era arteira, esperta e ligeira. Sempre enganava os policiais que vinham tentando capturá-la há anos. Mas, ela sempre fugia e só aparecia quando seu amigo Joninha vinha trazer comida para ela. Teve uma vez que se escondeu no guarda-roupa de Joninha.
Adorava cuscuz com salsicha, pão de ló, bom-bocado, grão-de-bico, pé-de-moleque e, sem dúvidas, quando tinha uma oportunidade roubava uma galinhazinha. Porém, o tempo foi passando e Cocota cada vez mais se domesticando. De tão amiga de Joninha e das pessoas que foi ficando que acabaram desistindo de capturá-la e na casa de seu amigo acabou Cocota ficando.
- Gostaram pessoal? Quis saber a professora.
Alice Ahlivaram
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