ENSINO FUNDAMENTAL II
6º ANOS
LÍNGUA PORTUGUESA
PROJETO PEDAGÓGICO DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
GÊNERO DISCURSIVO CONTO POPULAR
CONTANDO SE APRENDE
NATAL, 2015
1- OBJETIVO GERAL
Analisar criticamente os
diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de
avaliação dos textos.
2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·
Perceber a importância da oralidade na construção
de sua cidadania;
·
Aprender as características do Gênero discursivo
conto;
·
Criar textos originais, partindo dos que foram
ouvidos;
·
Avaliar criticamente os textos do colega;
·
Interagir com o outro para juntos conquistarem
um objetivo final em comum;
·
Despertar o interesse em participar ativamente
da construção do conhecimento;
·
Aprender a usar as novas tecnologias da
comunicação;
·
Superar a timidez, desenvolvendo a capacidade
expressão oral e escrita.
3- CONTEÚDOS
O compadre
da morte. Luís da Câmara Cascudo. Contos tradicionais do Brasil para jovens.
São Paulo: Global, 2006.
Ananse
vira o dono das histórias. Adwoa Badoe e Baba Wagué Diakité. Histórias de
Ananse. São Paulo: SM, 2006.
Casa de
Fazenda. Márcio Benjamin. Maldito Sertão. Natal: Jovens Escribas, 2015.
Contos
pesquisados e trazidos pelos alunos.
Contos populares escritos pelos
alunos.
Pontuação.
Classes gramaticais.
As pessoas do discurso.
4- JUSTIFICATIVA
Há bem pouco tempo atrás, qualquer pessoa que soubesse ler e escrever
estaria apta a ensinar. Isso acontecia em larga escala pelo interior do nosso
país de extensão territorial continental, a classe dominante, por desejar manter-se no poder, não se interessava –
ou não se interessa – em oportunizar aos menos favorecidos uma educação de
qualidade que, realmente, dê condições do cidadão sair da situação precária em
que se encontra através de seus próprios esforços por consequência de uma boa
educação. Esse fato se concretiza tomando como base as concepções que permeiam
o sistema capitalista estabelecido. Dessa forma pode-se visivelmente constatar
que a educação pública não funciona, porque é concebida, em linhas gerais, pela
classe dominante, para esse propósito.
No entanto, uma Comunidade Escolar
(professores, gestão democrática, pais e alunos) consciente, unida e disposta a
enfrentar tal situação, pode, de maneira significativa, mudar essa realidade,
para outra na qual uma escola pública seja proporcionadora de uma aprendizagem
qualitativa e, altamente, eficiente.
Por outro lado, o professor, como
profissional da área educacional, depende de muitos fatores para poder
conseguir realizar um trabalho satisfatório. Surge, então, o problema de como
atrair a atenção do aluno para o que ele está tentando ensinar. Para Guzzo
(1987), a competência, de forma geral, do aluno para a aprendizagem e o
modo como ele apreende o conhecimento são elementos básicos no processo
ensino-aprendizagem; processo este que busca a eficiência do planejamento a ser
apresentado em sala de aula. É necessário que o docente consiga identificar as
necessidades especiais de seus alunos, levando em consideração a sua vivência
diária no seu meio social. As estratégias adequadas de ensino, os suportes
tecno pedagógicos, a utilização das mídias são instrumentos fundamentais do
professor no que se refere à eficiência de sua atuação.
Buscando
outro viés, os pensadores Dwyer e Villegas (1993) avaliam as circunstâncias
diárias a que os professores são submetidos, principalmente na rede pública,
como extremamente voltívolas, porque interagem com um grande número de alunos,
que em contrapartida possuem características individuais diversas, experiências
culturais distintas e, ainda, estão em níveis de desenvolvimento intelectual
desiguais.
Diante de
todos estes fatores, temos observado um afastamento, ainda que não proposital,
e desvinculação da escola para uma realidade que não tem significação na
vivência diária do aluno. Em outras palavras, as ações da escola não produzem
efeitos de sentido real na vida de seu público-alvo, isto é, na vida dos
alunos.
Esse
projeto busca tornar mais próximo, o quanto for possível, o que é aprendido na
escola com a necessidade enfrentada pelo aluno. Isso representa um grande
desafio, pois se apresenta dentro de um cenário deveras complexo.
5- METODOLOGIA
Aula 1, 2, 3, e 4: Reorganizar os
grupos de cada turma;
Perguntar se eles gostam de ouvir
histórias populares;
Informar como essas histórias
eram contadas no passado;
Apresentar o planejamento dessa
atividade com o cronograma;
Solicitar que a partir da próxima
aula eles pesquisem, escrevam e tragam contos populares para essa atividade;
Cada grupo vai apresentar, seja
através da leitura, seja através da representação teatral, um conto popular;
Após a apresentação, cada grupo
vai criar e construir um conto popular inédito para apresentar no dia da
Gincana Cultural;
Informar que essa atividade será
substitutiva da prova do bimestre;
Copiar no quadro a ficha de
avaliação que os grupos farão dos outros grupos (Em anexo);
Informar que, se eles quiserem,
podem fazer a interpretação teatral do conto popular;
Apresentar um resumo com as
características básicas do Gênero discursivo conto (Página 128 do Livro
Didático);
Solicitar que venham
caracterizados no dia da leitura;
Escolha voluntária dos
sonoplastas que auxiliaram a leitura lúdica do texto;
Iniciar com a leitura lúdica, com
os voluntários fazendo a sonoplastia e ambientação da história, do primeiro
texto;
Ler o segundo texto para que eles
vejam como eles deverão ou poderão fazer suas apresentações;
Abrir o debate sobre os textos,
comparando para sentir de qual gostaram mais, e captar suas impressões sobre
essa aula.
Após a apresentação de cada
grupo, discutir a participação de todos na apresentação, e receber as fichas de
avaliação dos grupos;
Qual foi a intenção principal
desse texto? Divertir ou passar um ensinamento?
Qual foi o clímax da história na
opinião deles?
O desfecho já era esperado? Foi
fácil de prever?
Qual (quais) foi (foram) o(s)
protagonista(s)?
E o(s) antagonista(s)?
Em qual tempo aconteceu a
história contada?
Reforçar o aviso que eles terão
que começar a escrever o conto inédito;
Aula 9, 10, 11, e 12: Começo da
escrita do conto popular inédito;
Orientar que eles podem perguntar
uma história aos pais, aos avôs, ou a alguém mais velho da comunidade;
Incentivar o aperfeiçoamento da escrita,
lembrando que os trabalhos ficarão expostos no blog do professor, e, portanto,
devem ter um cuidado maior.
Aula 13, 14, 15, e 16: Análise
Linguística dos textos produzidos;
Elencar as maiores dificuldades
de escrita observada e compartilhar com a turma o aperfeiçoamento delas;
Esse Gênero discursivo impõe a
necessidade de usarmos muitos verbos no passado;
Conceito então que podemos chegar
dessa palavra?
E, se tirarmos os Adjetivos e as Locuções
Adjetivas dessas histórias como ficaria?
Aula 17, 18, 19, e 20: Ensaios
para apresentação das histórias inéditas na Gincana do Estudante;
Enquanto uns grupos ensaiam na
sala de aula, outros vão publicar os textos no blog do professor (devido ao
fato do Laboratório de Informática da escola não comportar toda a turma);
Avaliação da importância dessa
atividade pelos alunos.
6- RECURSOS
Pincel p/ quadro branco;
Quadro branco;
Livro Didático;
Caneta;
Caixinha de som;
Microfone;
Computadores com internet.
7- AVALIAÇÃO
Em geral, os alunos
buscam corresponder às expectativas de aprendizagem quando encontram um clima
favorável de trabalho, no qual a avaliação e a observação do caminho por eles
percorrido seja,
de fato, instrumento de auto-regulação do processo de ensino-aprendizagem. (MEC/SEF, 1998, p. 94)
A avaliação será contínua e
formativa. Para compor a nota da atividade dividiremos a nota em três aspectos:
Apresentação, criação e escrita do texto inédito e apresentação do texto
inédito.
A apresentação valerá 3,0 pontos.
Um ponto pela avaliação do professor. Somados a dois pontos na média pela
avaliação dos grupos.
A criação e a escrita do texto
inédito valerão 4,0 pontos.
A apresentação e exposição no
blog do texto valerá 3,0.
8- REFERÊNCIAS
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso.
In:_____. Estética da criação verbal. São Paulo: WFM Martins Fontes, 2011.
BRASIL, Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua
Estrangeira. 6º ao 9º ano. Brasília: MEC/SEF, 1998.
DELMANTO,
Dileta. Jornadas.port – Língua Portuguesa, 6º ano / Dileta Delmanto, Laiz B. de Carvalho -2
ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.
DWYER, C. A., &
VILLEGAS, A. M. (1993). Guiding conceptions and assessment principles. Educational
Testing Service, 1-12. Kansas, 1993.
FREIRE, Paulo Reglus Neves. Educação e
atualidade brasileira. Tese de concurso para a cadeira de história e
filosofia da educação na Escola de Belas Artes de Pernambuco. Recife, 1959.
GUZZO, R. S. L. Dificuldades
de aprendizagem: Modalidade de atenção e análise de tarefas em materiais
didáticos. Tese de Doutorado da Universidade de São Paulo. São Paulo:
USP, 1987.
KLEIMAN, A. B. (Org.). A formação do professor. Campinas: Mercado das Letras, 2001.
LOPES-ROSSI, Maria Aparecida
Garcia. Gêneros discursivos no ensino de
leitura e produção de textos. IN: Gêneros textuais: reflexões e ensino / Acir
Mário Karwoski, Beatriz Gaydeczka, Karim Siebeneicher Brito (orgs.) – 3 ed.
rev. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão
social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
SOARES, Magda. Alfabetização
e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.
VYGOTSKY, Lev. S. A
formação social da mente. São Paulo: Martins, 2007.
9- ANEXOS
GÊNERO DISCURSIVO CONTO POPULAR
FICHA DE AVALIAÇÃO DOS GRUPOS
Turma:_______________
Nome do
Grupo:_____________________________________________________
Título do
texto:______________________________________________________
1-
Intenção principal do texto?
( ) Divertir o
ouvinte ( ) Passar um ensinamento
2-
Situação inicial?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
3-
Complicação
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
4-
Clímax?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
5-
Desfecho?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
6-
Protagonistas? ( ) Tem
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
7-
Antagonistas? (
) Tem
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
8-
Linguagem falada?
( ) Informal ( )
Mais ou menos ( ) Formal
9-
Expressão corporal do grupo:
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
10- Nota da apresentação do grupo:
( ) Vermelha (
) Azul ( ) Verde
GÊNERO DISCURSIVO CONTO POPULAR
FICHA DE AVALIAÇÃO DO TEXTO INÉDITO ESCRITO DOS GRUPOS
Turma:_______________
Nome do
Grupo:_____________________________________________________
Título do texto:______________________________________________________
1-
Intenção principal do texto inédito escrito?
( ) Divertir o
ouvinte ( ) Passar um ensinamento
2-
Situação inicial?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
3-
Complicação
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
4-
Clímax?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
5-
Desfecho?
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
6-
Protagonistas? ( ) Tem
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
7-
Antagonistas? (
) Tem
( ) Chata (
) Interessante ( ) Show de bola
8-
Linguagem escrita?
( ) Informal ( )
Mais ou menos ( ) Formal
9-
Humor, terror ou beleza do texto do grupo:
( ) Chato (
) Interessante ( ) Show de bola
10- Nota do texto escrito inédito do grupo:
( ) Vermelha (
) Azul ( ) Verde
Lindíssima iniciativa, parabéns! foi um prazer fazer parte!
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